- Mas o que você faz da vida?
- Tomo café, ouço música e reclamo dela com uma frequência alarmante.
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Tempo se tornou uma iguaria rara ultimamente.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
beijo
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| Juro que achei essa imagem num site sobre beijo |
Dei meu primeiro beijo relativamente cedo. Aliás, surpreendentemente cedo para um adolescente que passava a maior parte do tempo com os amigos preparando fichas para personagens de RPG. Mas também foi só isso, um primeiro beijo aos 11 anos seguido de um longo período sem qualquer outra movimentação nessa área. Durou tempo o suficiente para minha experiência, beirando zero, ser esmagada por inseguranças e neuroses. A vida não era fácil. Enquanto isso, todos estavam se beijando, trocando saliva, esfregando línguas etc. Apesar do meu medo de beijar novamente só ter aumentado com o passar do tempo, nunca cheguei ao ponto de treinar com a mão ou com um copo com gelo. Seria triste demais! Isso provavelmente gerou momentos péssimos para as meninas que foram solidárias o suficiente para me beijar, mas ao menos... É, não consegui completar essa frase. "ao menos mantive minha dignidade"?!
De qualquer forma, beijar é instintivo. Não acredito que treinos ajudem muito no momento, mas, numa breve busca pela palavra na internet, me deparei com milhares de pessoas ensinando técnicas e fazendo perguntas no Yahoo Answers. Surpreendentemente, nenhum dos resultados caiu em pornografia. Prosseguindo, uma das dicas que achei curiosa por ter sido dada em muitos sites foi a preocupação que você deve ter com o ângulo da cabeça na hora de beijar. 45° por unanimidade para não correr o risco de bater com o nariz no nariz da outra pessoa. Tenha sempre isso em mente, caro(a) leitor(a). Também recomendam fechar os olhos, hidratar os lábios, respirar (que tipo de pessoa para de respirar quando está beijando?), se comunicar (“Querida, não gosto muito quando me tocas com a língua nos dentes, no entanto, acho os teus beijos muito excitantes" foi um exemplo dado seriamente em uma página) entre outras bizarrices. Mas nada tão bizarro quanto as dicas que dão para treinar sozinho. Além dos supracitados limão e gelo, adicionam: pulso; parede; limão, provavelmente para se preparar para experiências negativas; "comigo" (sempre tem uns engraçadinhos); perna; e animal de estimação. E eu preocupado com pessoas que paravam de respirar ao beijar...
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
talento
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| Edward Tomanek, aos sete anos, o mais jovem compositor da Inglaterra |
"Eu não sou uma criança prodígio" foi um pensamento que me ocorreu quando tinha uns 8 ou 9 anos. Foi o primeiro momento da minha vida em que encarei de frente minhas limitações. Eu não sabia todas as capitais dos estados brasileiros, imagine dos países do mundo!, não era capaz de realizar cálculos matemáticos complicadíssimos em segundos, não sabia todos os elementos da tabela periódica ou sequer o que era uma, não aprendi idiomas estrangeiros magicamente, nada. Nessa época eu ainda deveria ter sonhos megalomaníacos como ser um médico para curar todas as doenças do mundo, um bombeiro que salvaria todos de um incêndio, o melhor jogador de futebol do universo, um super-herói. Mas não, ao invés disso, me preocupava por não ser uma das crianças a mostrar suas incríveis habilidades intelectuais em programas de qualidade questionável nas tardes de domingo enquanto os pais estariam ao fundo explicando a origem humilde e como sempre souberam que era diferente dos amiguinhos. Eu podia ser diferente, mas não num bom sentido.
Aí veio a adolescência e decidi testar atividades físicas! Fiasco no futsal, mal aprendi a andar de bicicleta sem ter medo de fazer uma curva mais fechada (admito que isso não foi plenamente superado), medíocre num time de basquete igualmente medíocre e vergonha no skate. É, eu tentei até andar de skate. Não lembro se fiz outra coisa, mas, se fiz, certamente não me sobressaí. Tentei também um curso de desenho. Não ia tão mal, mas minha falta de disciplina e preguiça pesavam mais. Ah, claro, já ia me esquecendo que também me arrisquei no campo musical. Tive uma banda que nunca chegou a ter um nome. Era o vocalista. Quem me conhece e não sabia disso ou sabia e esqueceu, em primeiro lugar, pare de rir. Em segundo lugar, sabe que sou incapaz de lembrar completamente da letra de uma música sem algum esforço descomunal e, em terceiro, tem a exata noção de que não tenho uma voz indicada para a função. Ainda tentei aprender a tocar guitarra para ver se me saía bem em algo no grupo. Aprendi alguns acordes, I bet you look good on the dancefloor e Clocks. Só. Depois disso, pensei em arriscar algum instrumento clássico, mas, convenhamos, ninguém se torna um virtuoso pianista ou violinista depois dos 10 anos. Culpo meus pais. Deviam ter pensado nesse tipo de coisa enquanto eu ainda era novo.
Agora tenho 22 anos. Quais são as chances de ainda ter algum talento escondido dentro de mim?
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Recomendo ler ouvindo Loser, do Beck.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
e aí eu criei um blog
00h53 (ao menos foi a hora que comecei a escrever) numa madrugada de domingo para segunda, véspera do feriado da Proclamação da República. Nada tenho com isso, decidi criar um blog sem qualquer relação. Ok, não posso dizer que o feriado não tenha nada a ver com isso. Não fosse por ele, além da culpa por não ter feito/estar fazendo meus trabalhos de faculdade, incluindo meu TCC entre eles, estaria sendo corroído por não estar dormindo para acordar disposto para o trabalho na segunda. Certamente sucumbiria ao menos a um dos dois afazeres. Bendito ponto facultativo.
Assim nasce minha vida desinteressante! Menos glorioso impossível. De qualquer forma, pretensão não será uma regra por aqui. Escreverei sem qualquer compromisso, sem qualquer motivação especial. Você, possível-leitor-por-enquanto-imaginário, não espere grande coisa. Mais cômodo mesmo é que não espere nada. Só quero escrever. Seja um conto, seja sobre um livro, um filme, meu dia, o dia de algum amigo, o dia de algum amigo que finjo que existe, política, qualquer coisa. Não tenho proposta e não penso num público-alvo (terror da Comunicação Social, curso que estudo há quase cinco anos. Tudo tem um maldito público-alvo). Enfim, é isso. E, ao som de Riot on an empty street, termino essa pequena postagem que nada mais é que um empurrão inicial que me dou para colocar ideias na tela e ver se consigo manter esse espaço minimamente atualizado.
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