- Nossa! Nunca nenhum outro homem me proporcionou uma experiência sexual tão sofrível.
- Aposto que você fala isso para tod... EI!
minha vida desinteressante
porque nem todos têm grandes histórias para contar
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
verão
![]() |
| Uma só não é o suficiente |
Tenho problemas com a atual estação do ano. Sérios. Eu não simplesmente não gosto dela, eu me dedico a odiá-la. Saio de banhos frios amaldiçoando cada gota de suor que surge antes de sequer me vestir, praguejo eventuais bronzeados obtidos em breves caminhadas, urro de raiva ao perceber que os termômetros passam de 40º C, e por aí vai. Ou pelo menos odiava. Como isso requeria certo investimento de energia, normalmente já drenada devido ao calor descomunal que faz no balneário de São Sebastião, acabava me esgotando demais. Sem contar o constante mau humor, destruidor de amizades e causador do meu ostracismo durante os três meses de duração da estação, sendo otimista porque na realidade ela deve durar uns bons cinco ou seis meses.
Por isso, em 2012 resolvi tentar mudar essa relação. Em 2011, na verdade, mas o começo do verão fez com que em muitos momentos eu o confundisse com o agradável outono ou a não-tão-agradável-mas-ainda-suportável-que-entre-os-trópicos-não-existe primavera. Decidi procurar características que não apenas não despertassem em mim um frenesi incontrolável ou uma disposição para correr para regiões com temperaturas amenas, mas até me fizessem olhar com bons olhos a estação.
Por acaso pensou em praia? Meu(Minha) dileto(a) leitor(a), tenho tanta vontade de ir à praia quanto de arrancar um molar meu usando a unha de um martelo.
- Noites mais longas: "Oh, deus! O Pedro enlouqueceu, no verão as noites são mais curtas" e eu sei bem disso, precipitado(a) leitor(a), mas não é de questões objetivas que estou tratando aqui. O ponto é que, durante esta execrada estação, assim como as baratas, as pessoas se sentem mais dispostas a sair de casa. Claro que existe um importante ponto negativo nisso, afinal, tudo fica cheio, o que comumente me faz, com a licença dos irmãos, deixar o verão para mais tarde. Porém, ao mesmo tempo tudo é uma festa. Voltar para casa é a pior decisão a se tomar caso você não tenho um aparelho de ar-condicionado de 10 mil BTUs. E, assim, a brincadeira de estender a noite pode durar literalmente a noite inteira com relativa facilidade e essa liberdade muito me agrada;
- Cerveja em uma tarde quente: você sai do trabalho às 18h com a exata noção de que sua vida é uma merda porque ainda vai aguentar algumas horas no trânsito com o sol ardendo e ignorando seus apelos, parte devido à estação, parte devido ao por muitos amado horário de verão. Enquanto seca sua testa com as costas da mão direita e o cenho franzido funciona como depósito de todas as suas frustrações, nota um bar. Um singelo bar, sem oferecer nada além de umas mesas de metal amarelas levemente enferrujadas e dois garçons cumprindo a função de equilibristas de bandejas. Pronto, achou seu lugar e deveria, por princípios de educação, me convidar para o(a) acompanhar. Porque não é simplesmente a cerveja em questão nesse momento, não, não. É toda a situação, toda a mise-en-scène do ato. Você recebe aquele pequeno copo de vidro, que prontamente sacode para retirar o insistente resquício de água da suposta lavagem que recebeu, espera o garçom abrir a garrafa, colocá-la em uma camisinha, derramar o líquido para finalmente, depois disso tudo, poder beber, preferencialmente gelado de maneira sobrenatural, quando a cerveja deveria há muito ter mudado de estado físico. E fica lá sentado, de pernas cruzadas, olhando as pessoas dispostas a encarar a hora do rush passando, enquanto nota que mais e mais água condensa em seu copo. Do meu ônibus, eu o(a) invejaria. Isso só não é o paraíso porque existe uma coisa acima;
- Vestidos de verão: ah, os vestidinhos... Quem falou comigo nas últimas semanas e que tenho um mínimo de intimidade foi obrigado a me ouvir declarando minha paixão por esse tipo de vestimenta. Não é por acaso. Apesar de apenas há pouco tempo ter decidido tentar fazer as pazes com a estação preferida do brasileiro, já tenho uma longa relação positiva com esse tipo de roupa, independente das intempéries dos primeiros meses do ano. Se existe alguma vantagem em andar debaixo de um sol de 37º C na sombra, são as mulheres e seus vestidos. Que se danem os biquínis e seu excesso de exposição. Qual é a graça nisso? Muito mais interessantes são os vestidos esvoaçantes - nunca em cores sóbrias, mas coloridos e/ou estampados com florzinhas, borboletinhas e todas as inhas possíveis - e o desfile de pernas que oferecem. Assim como Drummond, com o coração em desespero pergunto para que tanta perna, meu Deus, enquanto meus olhos se mantêm inabalados. Dia desses, comentando sobre o assunto enquanto caminhava pela Tijuca, me empolguei e acabei falando um pouco alto. Fui ouvido pelo objeto dos meus comentários, que portava um não muito curto vestido azul claro que demarcava bem sua silhueta. Sem jeito que sou, só me restou mudar de assunto e andar mais rápido para evitar maiores constrangimentos, mas não sem antes pensar na poesia que aquele conjunto declama. Certas composições de cinturas, destacadas pelo ajuste da roupa, aliadas ao movimento gracioso de quadris, são visões mais belas que o mais agradável pôr do sol. E sei muito bem que pensa que estou idealizando essa visão, que não existem cinturas perfeitas ou vestidos esvoaçantes ou qualquer coisa que citei anteriormente, e ainda pode criticar o tom deste parágrafo, no que eu respondo "... Que chato, né?" enquanto ando pela rua atento.
Agora vamos ver se essas três características serão o suficiente para aguentar os próximos meses...
***
Depois de mais de um mês ausente deste espaço, tendo passado defesa de trabalho de conclusão de curso - agora sou um Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda - e festas de fim de ano, com Natal em família e Réveillon consumindo uma quantidade de álcool que não imaginava ser capaz de ingerir sem danos à saúde, voltei com o blog. Em nenhum momento planejei deixá-lo de lado, apenas procrastinei o retorno o máximo que pude e, claro, o ano novo é uma excelente desculpa. Portanto, feliz 2012!
terça-feira, 22 de novembro de 2011
desconversa
- Mas o que você faz da vida?
- Tomo café, ouço música e reclamo dela com uma frequência alarmante.
***
Tempo se tornou uma iguaria rara ultimamente.
- Tomo café, ouço música e reclamo dela com uma frequência alarmante.
***
Tempo se tornou uma iguaria rara ultimamente.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
beijo
![]() |
| Juro que achei essa imagem num site sobre beijo |
Dei meu primeiro beijo relativamente cedo. Aliás, surpreendentemente cedo para um adolescente que passava a maior parte do tempo com os amigos preparando fichas para personagens de RPG. Mas também foi só isso, um primeiro beijo aos 11 anos seguido de um longo período sem qualquer outra movimentação nessa área. Durou tempo o suficiente para minha experiência, beirando zero, ser esmagada por inseguranças e neuroses. A vida não era fácil. Enquanto isso, todos estavam se beijando, trocando saliva, esfregando línguas etc. Apesar do meu medo de beijar novamente só ter aumentado com o passar do tempo, nunca cheguei ao ponto de treinar com a mão ou com um copo com gelo. Seria triste demais! Isso provavelmente gerou momentos péssimos para as meninas que foram solidárias o suficiente para me beijar, mas ao menos... É, não consegui completar essa frase. "ao menos mantive minha dignidade"?!
De qualquer forma, beijar é instintivo. Não acredito que treinos ajudem muito no momento, mas, numa breve busca pela palavra na internet, me deparei com milhares de pessoas ensinando técnicas e fazendo perguntas no Yahoo Answers. Surpreendentemente, nenhum dos resultados caiu em pornografia. Prosseguindo, uma das dicas que achei curiosa por ter sido dada em muitos sites foi a preocupação que você deve ter com o ângulo da cabeça na hora de beijar. 45° por unanimidade para não correr o risco de bater com o nariz no nariz da outra pessoa. Tenha sempre isso em mente, caro(a) leitor(a). Também recomendam fechar os olhos, hidratar os lábios, respirar (que tipo de pessoa para de respirar quando está beijando?), se comunicar (“Querida, não gosto muito quando me tocas com a língua nos dentes, no entanto, acho os teus beijos muito excitantes" foi um exemplo dado seriamente em uma página) entre outras bizarrices. Mas nada tão bizarro quanto as dicas que dão para treinar sozinho. Além dos supracitados limão e gelo, adicionam: pulso; parede; limão, provavelmente para se preparar para experiências negativas; "comigo" (sempre tem uns engraçadinhos); perna; e animal de estimação. E eu preocupado com pessoas que paravam de respirar ao beijar...
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
talento
![]() |
| Edward Tomanek, aos sete anos, o mais jovem compositor da Inglaterra |
"Eu não sou uma criança prodígio" foi um pensamento que me ocorreu quando tinha uns 8 ou 9 anos. Foi o primeiro momento da minha vida em que encarei de frente minhas limitações. Eu não sabia todas as capitais dos estados brasileiros, imagine dos países do mundo!, não era capaz de realizar cálculos matemáticos complicadíssimos em segundos, não sabia todos os elementos da tabela periódica ou sequer o que era uma, não aprendi idiomas estrangeiros magicamente, nada. Nessa época eu ainda deveria ter sonhos megalomaníacos como ser um médico para curar todas as doenças do mundo, um bombeiro que salvaria todos de um incêndio, o melhor jogador de futebol do universo, um super-herói. Mas não, ao invés disso, me preocupava por não ser uma das crianças a mostrar suas incríveis habilidades intelectuais em programas de qualidade questionável nas tardes de domingo enquanto os pais estariam ao fundo explicando a origem humilde e como sempre souberam que era diferente dos amiguinhos. Eu podia ser diferente, mas não num bom sentido.
Aí veio a adolescência e decidi testar atividades físicas! Fiasco no futsal, mal aprendi a andar de bicicleta sem ter medo de fazer uma curva mais fechada (admito que isso não foi plenamente superado), medíocre num time de basquete igualmente medíocre e vergonha no skate. É, eu tentei até andar de skate. Não lembro se fiz outra coisa, mas, se fiz, certamente não me sobressaí. Tentei também um curso de desenho. Não ia tão mal, mas minha falta de disciplina e preguiça pesavam mais. Ah, claro, já ia me esquecendo que também me arrisquei no campo musical. Tive uma banda que nunca chegou a ter um nome. Era o vocalista. Quem me conhece e não sabia disso ou sabia e esqueceu, em primeiro lugar, pare de rir. Em segundo lugar, sabe que sou incapaz de lembrar completamente da letra de uma música sem algum esforço descomunal e, em terceiro, tem a exata noção de que não tenho uma voz indicada para a função. Ainda tentei aprender a tocar guitarra para ver se me saía bem em algo no grupo. Aprendi alguns acordes, I bet you look good on the dancefloor e Clocks. Só. Depois disso, pensei em arriscar algum instrumento clássico, mas, convenhamos, ninguém se torna um virtuoso pianista ou violinista depois dos 10 anos. Culpo meus pais. Deviam ter pensado nesse tipo de coisa enquanto eu ainda era novo.
Agora tenho 22 anos. Quais são as chances de ainda ter algum talento escondido dentro de mim?
***
Recomendo ler ouvindo Loser, do Beck.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
e aí eu criei um blog
00h53 (ao menos foi a hora que comecei a escrever) numa madrugada de domingo para segunda, véspera do feriado da Proclamação da República. Nada tenho com isso, decidi criar um blog sem qualquer relação. Ok, não posso dizer que o feriado não tenha nada a ver com isso. Não fosse por ele, além da culpa por não ter feito/estar fazendo meus trabalhos de faculdade, incluindo meu TCC entre eles, estaria sendo corroído por não estar dormindo para acordar disposto para o trabalho na segunda. Certamente sucumbiria ao menos a um dos dois afazeres. Bendito ponto facultativo.
Assim nasce minha vida desinteressante! Menos glorioso impossível. De qualquer forma, pretensão não será uma regra por aqui. Escreverei sem qualquer compromisso, sem qualquer motivação especial. Você, possível-leitor-por-enquanto-imaginário, não espere grande coisa. Mais cômodo mesmo é que não espere nada. Só quero escrever. Seja um conto, seja sobre um livro, um filme, meu dia, o dia de algum amigo, o dia de algum amigo que finjo que existe, política, qualquer coisa. Não tenho proposta e não penso num público-alvo (terror da Comunicação Social, curso que estudo há quase cinco anos. Tudo tem um maldito público-alvo). Enfim, é isso. E, ao som de Riot on an empty street, termino essa pequena postagem que nada mais é que um empurrão inicial que me dou para colocar ideias na tela e ver se consigo manter esse espaço minimamente atualizado.
Assinar:
Comentários (Atom)


